O CEO do BPI, João Pedro Oliveira e Costa criticou a possibilidade de um novo imposto sobre a banca. “Não precisamos de mais impostos”, disse o banqueiro que criticou o aumento da despesa pública nos últimos anos que justificam que o Governo precise de mais impostos.
Numa plateia onde estava o Ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, o presidente do BPI disse que “já afirmei e fui bastante direto sobre o tema. Eu acho que, muito sinceramente, não faz sentido mais nenhum imposto”.
“Já pagamos impostos muito significativos” e sempre que o Estado precisou os bancos “estiveram lá”, disse lembrando o tema das moratórias a titulo de exemplo.
“Acho um pouco injusto haver impostos diretos, específicos para determinados setores e mais acho que o Estado não precisa, sinceramente, de aumentar impostos, o que precisa é gerir muito melhor a sua despesa e esse é um aspecto que eu acho que tem de ser falado”, disse o CEO do BPI.
“Nos últimos seis anos a despesa aumentou 7% ao ano mais quase 40 mil milhões de euros de despesa e é para isso que temos que olhar. A banca foi obrigada a ter que reduzir custos, caso contrário, não estávamos aqui hoje”, disse o banqueiro.
“Eu acho que o tema dos impostos é um tema de competitividade do país em termos externos, para além do mais acho que é um garrote enorme para quem quer ter sucesso em Portugal porque a maneira como os impostos sobem dos escalões mais pequenos não é um incentivo realmente ao empreendedorismo, à iniciativa privada e a sermos melhores”, referiu.
O banqueiro falava na 8ª conferência Banca do Futuro, do Jornal de Negócios, em Lisboa. Num painel one-to-one, intitulado os Desafios Estratégicos da Banca Portuguesa.
Questionado sobre a greve geral de 11 de dezembro contra o pacote laboral do Governo, o CEO do BPI disse ser “altamente favorável a um mercado de trabalho um pouco mais livre. Mas com obrigatoriedade de compensação às pessoas pela qual deram uma vida de trabalho a uma organização. As pessoas devem ser compensadas por isso” e assegurou que o BPI “felizmente, teve sempre capacidade de compensar devidamente as pessoas”.
“Agora, eu não posso ficar agarrado a pessoas. Além do mais, nós temos que dar oportunidades a novos talentos, a novas formas de pensar, a novas maneiras de desafiá-los com outros estilos, com outras formas de ver o mesmo problema. Eu considero que há a evolução das próprias pessoas, considero que as pessoas conseguem fazer outras funções”, acrescentou.
“Este ano o BPI já contratou mais de 270 jovens abaixo dos 35 anos e, em termos líquidos, vamos ultrapassar, este ano, as 200 novas pessoas no banco e vamos continuar a crescer. Parece um bocadinho estranho, com esta coisa toda da inteligência artificial nós aumentámos as pessoas nos balcões e não aumentámos a rede. Porque nem toda a gente tem, nem a vontade, nem a paciência, para, sistematicamente, só ficar a falar com máquinas”, disse.
“Nós estamos a competir ao nível do mercado completamente aberto e o Bloco Europeu, a comparar com os restantes, tem regras e cristalizações que tornam a competição difícil”, disse. Sobre a greve concretamente não considera a maior prioridade agora no país.
Um português num lugar importante da Europa é sempre importante, disse CEO do BPI.
Questionado sobre o processo que culminou na venda do Novobanco aos franceses do BPCE – e na qual o Caixabank, acionista do BPI, estava interessado, rejeitou comentar.
A minha ideia é crescer e a quota de mercado do BPI não é ainda suficiente. Vou procurar alcançar uma maior quota respeitando as regras de mercado e os meus concorrentes e respeitando os meus colaboradores”, afirmou. Questionado sobre se está focado em aquisições, responde.
“Penso que é muito importante a capacidade que as empresas possam ter para renovar os seus quadros”, sublinhou.
Ainda faz sentido esta manutenção da garantia pública para os jovens? Acho que sim, Acho que faz sentido. Mas, eu acrescento, faz também sentido incentivar a oferta. João Pedro Oliveira e Costa considera que provavelmente a banca devia voltar a financiar 100% da habitação, e não considera que isso seja um risco acrescido para os bancos, mas não discute medidas do regulador.
No debate sobre a simplificação da regulação, o CEO do BPI disse que “eu ainda não vi nada” e “agora até temos dois, Banco de Portugal e o BCE, que gostam de se repetir nos temas”. João Pedro Oliveira e Costa lembrou a quantidade de pessoas alocadas ao cumprimentos das exigências e pedidos dos regulares que “é brutal”. São pessoas que “não trabalham para clientes, não funcionam para o mercado, não funcionam para a economia”.
“Um dos aspectos que eu gostaria bastante de ver do supervisor atuar é naqueles que não são supervisionados e que estão à nossa volta. Não são bancos mas têm uma dimensão muito significativa”, disse.
Sobre se o Governo deve apoiar Mário Centeno como vice-presidente do BCE, o presidente do BPI considera “que um português em qualquer lugar de destaque na Europa é importante, precisamos de mais portugueses para termos influência”.
Miguel Maya, CEO do BCP, mantém a intenção de manter a remuneração aos acionistas no próximo ano, como previsto no Plano Estratégico. “O que nós nos comprometemos foi ter um pagamentos de dividendos, que corresponde a um payout de 50%, e depois uma operação de share buyback que pode ir até mais 25%, totalizando até 75%. Primeira prioridade, ter o banco preparado para lidar com um mundo que continua bastante desafiante. Se conseguirmos ter o banco bem preparado, obviamente, vamos cumprir”, disse o presidente do Millennium BCP.
“A preocupação é a valorização do banco”, disse o CEO do BCP que recentemente viu a capitalização bolsista subir ao nível de 2007. O CEO lembrou ainda que há 11 trimestres de resultados positivos também no banco da Polónia, referindo-se ao Bank Millennium. A Polónia é um mercado “com 40 milhões de pessoas” e “temos uma quota de mercado de entre os 6% e 7%”, sublinhou.
“O que faz sentido ao BCP é continuar a crescer organicamente”, frisou Miguel Maya naõ admitindo a via das aquisições de bancos noutras geografias. Mas não afastou a hipótese de investir lá fora? “Não afastei, como nunca afasto a hipótese de coisa nenhuma, porque todas as oportunidades devem ser analisadas”. Mas o banqueiro sublinhou a estratégia de crescimento orgânico na Polónia, Portugal e Moçambique.
“O BCP analisou a operação Novobanco”, mas decidiu não avançar, admitiu o CEO do banco que disse que o valor do Novobanco para a estratégia do BCP não se justificava. Foi uma questão de preço? “Claro que foi uma questão de preço, se fosse de graça tínhamos ficado com o banco”, ironizou, quando questionado sobre o que afastou o BCP da compra do Novobanco. “Tudo é uma questão também de preço, para além de ser uma questão de estratégia”, sublinhou.
Sobre o pacote laboral, que vai ser motivo de uma greve geral, o CEO do BCP também defende a flexibilidade nos despedimentos para as empresas poderem ajustar o quadro de pessoal e considera que “é determinante para o futuro”. Mas deve vir acompanhada de “uma rede de suporte social que assegure que estas pessoas que perdem o emprego tenham condições”.
Sobre a simplificação regulatória, Miguel Maya reconhece que o sistema é muitíssimo melhor supervisionado e regulamentado do que era no passado, o que beneficia todos incluindo os clientes. Mas “há coisas que podem ser melhoradas”, reconheceu lembrando que “temos mais de três pedidos por dia útil” e diz que há duplicações de pedidos dos reguladores.
No entanto alertou para a necessidade de supervisionarem o shadowbanking. “Nas instituições que não estão debaixo dos Holofotes. “Portanto, tudo tem a ver com o shadowbanking, tudo tem a ver com muitos atividades nos pagamentos, através da utilização de criptomoedas digitais, toda esta componente que está fora da supervisão, que está fora do sistema financeiro, mas que contamina o sistema financeiro”.
“Uma das grandes preocupações que eu tenho, relativamente, ao supervisor, é a questão do level playing field, não só pela questão concorrencial, mas pelo tema também da resiliência”, disse.
Para o presidente do BCP esses operadores que não têm limitações de supervisão, estão a retirar fatias de negócio à banca e a trazer a riscos acrescidos para dentro do sistema. Miguel Maya falou ainda da importância da segurança informática.
Ao tema de Mário Centeno no BCE e sobre se faz sentido faz sentido voltar a ter um presidente português no Banco Central Europeu. Miguel Maya foi a exceção, defendendo “em primeiro lugar pessoas boas e pessoas boas portuguesas em segundo lugar. Não é só por ser português”.
“Um representante português só por ser português, se for mau, não”, disse o CEO do BCP acrescentando que é preciso “é gente competente que possa puxar pelo projeto europeu”. Claro que “em patamares de igual competência prefiro um português”, disse.
“Mário Centeno, é um bom nome”, acabou por dizer.
Depois a vez de Francisco Cary, vice-presidente da Caixa Geral de Depósitos.
No que toca aos dividendos a distribuir ao Estado disse que a política é distribuir 50% dos resultados.
Já sobre estratégicas de crescimento, o vice-presidente da CGD disse que o banco aposta no crescimento orgânico, mas olha para oportunidades. Questionado sobre se depois de terem perdido o Novobanco para o BPCE, a Caixa estaria disponível para olhar para outros bancos, como o Banco CTT, Francisco Cary explicou que o Novobanco tinha uma complementariedade com a CGD ao nível da banca de empresas, o que não é tão óbvio em outros bancos.
“O Novobanco pela sua dimensão e por ter uma presença forte na área de empresas, poderia até ter alguma complementaridade connosco em alguns segmentos de atividade. Não é tão óbvio que isso aconteça para outros bancos mais pequenos”, disse Francisco Cary.
SA CGD tem uma grande folga de capital, e questionado sobre se tencionam avançar para aquisições, p administrador da Caixa disse que “estamos sempre a olhar as oportunidades que aparecem no mercado”.
O mercado relevante para a CGD é Portugal que é 85% do balanço. “Estamos também em África de língua portuguesa, Macau, hoje China, e temos uma sucursal em França. A prioridade nesses mercados é o crescimento orgânico, mas é nossa obrigação ir olhando para as oportunidades que surgem, alguma fintech complementar que possa aparecer, uma oportunidade que nos pareça interessante, mas não achamos que é isso seja crítico para conseguirmos ter sucesso”, disse Francisco Cary,
Sobre os motivos da venda do banco no Brasil, o banqueiro disse que, apesar da afinidade cultural “a afinidade económica não é tão grande assim”, que justifique ter uma presença. “Só vale a pena estar nos países onde realmente podemos fazer diferença”, disse.
“Vamos receber propostas indicativas entre agora e o início de 2026, e a partir daí decidimos, mas este processos são sempre demorados, a experiência diz-me que depois de identificar um comprador demore cerca de um ano, pelo que não esperamos fechar antes do fim de setembro”, explicou.
“Nós temos capitais próprios de perto de 11 mil milhões de euros e os fundos próprios do nosso banco no Brasil são 50 milhões, no limite se nós déssemos o banco não fazia diferença nenhuma”, ironizou Francisco Cary, acrescentando que “tratamos cada milhão om o respeito que ele merece”.
A Caixa Geral de Depósitos continua no processo de venda do Banco Comercial do Atlântico (BCA), que detém em Cabo Verde. “Fechámos o contrato de compra e venda em abril de 2024 e eu achava que ia ser demorada a autorização regulatória, mas tem estado a superar todas as minhas expectativas”, disse Francisco Cary.
A CGD anunciou a venda da participação maioritária (59,81% do capital social do BCA) à Coris Holdings, do Burkina Faso. A venda, por 70,5 milhões de euros, depende de formalidades de direito cabo-verdiano, nomeadamente, do parecer do banco central do arquipélago.
“Estamos a vender o BCA que é o maior banco de Cabo Verde que é um pouco o equivalente à Caixa Geral de Depósitos em Cabo Verde já que tem 30% do mercado – ainda que exista um outro banco público em Cabo Verde que também tem cerca de 30% do mercado – é uma mudança grande o que explica as preocupações do regulador”, referiu.
Francisco Cary lembrou que depois de vender o BCE “continuamos em Cabo Verde pois temos outro banco”.
“Conseguimos ter durante 250 anos dois bancos num mercado tão pequeno como Cabo Verde”, ironizou.
Sobre a lei laboral, disse que “não faz sentido comentar aspectos específicos da proposta mas o considero que alguma flexibilização com equilíbrio na legislação laboral que permita às empresas serem mais competitivas, até porque e maior parte delas está a competir num mercado mais global e essa flexibilidade trará mais crescimento para as empresas e esse crescimento acaba por se traduzir em mais crescimento para o país, e no final todos poderemos ganhar com isso. Também concordo que no final todos poderemos ganhar com isso. O momento é o do quase pleno emprego e e mais fácil fazer reformas quando as coisas estão bem”.
Sobre a simplificação da regulação, Francisco Cary disse que “admito que o benefício marginal de alguma regulação acrescida que tem vindo a ser implementada me parece reduzido”.
O Vice-Presidente da CGD disse que a Europa “faz bastantes declarações que agora é que vai ser simplificado e depois na prática acontece relativamente pouco”.
Por fim sobre Mário Centeno no BCE, Francisco Cary disse que “eu acredito que tem o currículo, tem a experiência, tem a capacidade, eu não conheço os outros candidatos, mas também defendo que deve ser um bom candidato e não é por ser português que necessariamente deve ser promovido. Tendo a capacidade e a competência é melhor ter alguém com conhecimento da realidade portuguesa em lugar chaves nos centros de decisão europeus, pois tendencialmente ajudará também a perceber o que são, em alguns casos, os desafios específicos de Portugal e das instituições portuguesas em determinados momentos, não é muito diferente do que os outros países fazem”.
O último foi Pedro Castro e Almeida que começou por destacar que “o que se tem de olhar é para a rentabilidade sobre os capitais próprios, no Santander Portugal passou de 25% para 30%, é um dos mais rentáveis da Europa”. O CEO do Santander Portugal não se compromete que esta rentabilidade seja fácil de manter.
Sobre o Novobanco, disse que “o nosso interesse sempre foi em crescimento orgânico”.
“O Santander tem uma quota de mercado muito relevante em Portugal, e que não fazia sentido nenhum estarmos a olhar para aumentar mais 10% ou 12% a nossa quota de mercado. O nosso interesse sempre foi o crescimento orgânico”, disse o CEO recusando que o banco olhado para o Novobanco porque representava diluir a rentabilidade para ganhar apenas alguma quota de mercado. “Sabemos o que é parar um banco para incorporar outro. Mas ironizou “se fosse dado cá estaríamos”.
Pedro Castro e Almeida, CEO do Santander Portugal, está em vias de ser o “chief risk officer” (CRO) do grupo Santander, sucedendo a Mahesh Aditya,
“Este trabalho que eu tenho hoje em dia, como CEO do banco, é o melhor trabalho que eu tive e tenho certeza que é o melhor trabalho que eu vou ter. Porque tenho uma grande proximidade com as pessoas em Portugal, tenho um impacto muito direto de proximidade com os clientes e tenho um impacto na comunidade onde eu sempre vivi”, disse, acrescentando que “estou aberto a desafios futuros”.
“O nosso futuro por vezes passa por caminhos que tentámos evitar”, confessou.
Sobre a sucessora na liderança executiva do Santander Portugal, Isabel Guerreiro, recusou que tenha sido escolhida apenas por ser mulher. “Provavelmente, os critérios de escolha de um futuro CEO seja não só perceber de banca, mas também ter um perfil mais tecnológico”, disse o CEO do banco. Isto para dizer que o perfil tecnológico ditou escolha de Isabel Guerreiro para CEO do Santander Portugal.
Pedro Castro e Almeida acha que a medida do Governo de apoio ao crédito à habitação jovem não deve ser permanente. “Tudo o que sejam medidas do lado da procura têm de ser sempre transitórias”, disse.
A habitação é a prioridade número um deste Governo e portanto “se estivermos a falar de um período de três anos da parte da oferta, pode ser uma boa medida transitória. Mas penso que financiar a 100%, por regra não é bom”.
Sobre a mudança da legislação laboral “eu não colocaria no topo das prioridades”, mas legislação laboral tem de mudar, tem de evoluir, tem que ser mais flexível”, disse o CEO do Santander Totta que considera que é preciso adaptar a legislação aos tempos modernos.
“O que há é um ruído enorme. Faz-me lembrar, às vezes, o caso de França, ou pior ainda, o Reino Unido, que são economias que, se percebe que a tendência para os próximos 10 anos não vão no bom sentido, são tendências negativas. Nós temos, por exemplo, em França, que uma discussão de passar a idade da reforma dos 62 para os 64 anos até 2030 de uma forma gradual fez cair o Governo”.
Sobre o novo imposto da banca para substituir o Adicional de Solidariedade que vai ser anunciado no arranque do ano, Pedro Castro e Almeida disse, perante uma plateia onde estava o Ministro das Finanças, que “o foco tem de estar no crescimento”.
Admitiu que haja neste tema uma vertente económica e uma vertente política.
“A tributação da banca é muito elevada, temos de incentivar as grandes empresas e os impostos não ajudam”, defendeu.
“A tributação das grandes empresas é muito elevada. Já somos o país com uma percentagem de grandes empresas muito baixa e, portanto, temos que incentivar as grandes empresas. Se estamos a falar em aumentar a tributação, acho que não ajuda. Depois, voltamos outra vez à espuma e ao ruído, depois há a questão política e de algum populismo. Fica sempre bem aumentar os impostos [aos bancos e às grandes empresas]”.
Sobre a flexibilização das regras de supervisão, o CEO do Santander Portugal, disse que “das 383 medidas do relatório Draghi só foram implementadas 40. A Europa fala em simplificação e os EUA falam em desregulamentação. Nos EUA, está no topo da agenda, nos últimos seis anos foram colocados 3.409 novos regulamentos. Europa ainda estamos a tentar simplificar, nos últimos 6 anos, foram colocados 13 mil novos regulamentos”.
“Há uma desproporção enorme entre o que é que é a percepção de simplificar na Europa e nos Estados Unidos. Eu penso que onde há uma grande diferença é um sentido de urgência. Parece que a tendência é boa, sim. Mas tem de haver uma simplificação enorme no âmbito do SSM (Mecanismo Único de Supervisão)”, explicou o banqueiro.
O problema, para Pedro Castro e Almeida, é que o “BCE foi criado só com o sentido de prudência e com foco na resiliência, mas esqueceram-se de outro foco: não foi criado com o pilar do crescimento”. Por isso defende compatibilizar resiliência com crescimento.
Sobre a escolha de Mário Centeno no BCE, Pedro Castro e Almeida defende que “faz todo o sentido”. Assim como faz sentido “Portugal posicionar-se para para cargos europeus”.
“Tem que fazer parte da agenda do Governo ter portugueses em cargos europeus, desde que entrámos na União Europeia. Esta preocupação que existe em todos os países”, defendeu. Em Espanha discute-se a perda de um Espanhol (Luís de Guindos) no BCE.




