Mercados voltam a cair com receios de avaliações elevadas devido à IA

As bolsas mundiais estão esta sexta-feira novamente em forte queda. O motivo prende-se com o retomar dos receios relativos às avaliações elevadas das empresas tecnológicas ligadas à inteligência artificial (IA), levando a um mergulho dos mercados na pior semana desde o início de abril, salienta a BA&N.

Os principais índices europeus estão a refletir esse sentimento, esta sexta-feira. O DAX (Alemanha) está atualmente a cair 1,13%, o CAC 40 (França) desvaloriza 0,65%, e o FTSE 100 (Reino Unido) quebra 0,58%.

O AEX (Países Baixos) desvaloriza 1,56%, o IBEX 35 (Espanha) desce 1,05%, e o FTSE MIB (Itália) desce 0,86%. E o índice bolsista português (PSI) quebra 1,40%.

Nos mercados asiáticos o índice bolsista do Japão (Nikkei) quebrou 2,30% enquanto que a bolsa de Shangai desvalorizou 2,45%.

Voltando à Europa e a escapar às perdas estão os índices russos RTSI e MOEX que valorizam 1,89%.

Wall Street reflete receios com IA

“Este medo ficou patente na sessão de ontem em Wall Street, em que os índices registaram a reversão mais acentuada desde abril apesar da Nvidia ter apresentado resultados que foram classificados de robustos de forma quase unânime. O S&P500 abriu a última sessão a ganhar 1,4% e fechou o dia a cair 1,6%, acumulando uma queda de 3,6% entre máximos e mínimos da sessão”, reforça a BA&N.

Estes receios têm também reflexo no MSCI ACWI, que mede o desempenho das ações globais, que “acumula uma queda semanal de 3%, na pior prestação desde o anúncio das primeiras tarifas recíprocas do Presidente norte-americano, Donald Trump”, sublinha a BA&N.

Estas quedas estão também a chegar ao mercado das criptomoedas, que perderam mais de um bilião de dólares nas últimas seis semanas.

“O índices S&P500 e Stoxx600 já acumulam uma desvalorização em torno de 5% desde os máximos históricos que fixaram recentemente. […] A preocupação dos investidores e analistas está centrada na capacidade de as companhias recuperarem os avultados investimentos que estão a efetuar na inteligência artificial, uma incerteza que a Nvidia não é capaz de debelar, uma vez que a fabricante de chips é uma das principais recetoras desse investimento”, acrescenta a BA&N.