A Anacom – Autoridade Nacional de Comunicações registou, no final do terceiro trimestre do ano, um aumento de 8% nas reclamações por escrito contra prestadores de serviços de comunicações, que cresceram para cerca de 26,8 mil em termos homólogos.
De acordo com o regulador, a subida das queixas foi motivada principalmente pelo volume (+11%) de reclamações nos serviços postais, num total de 11,4 mil no terceiro trimestre e que representa em torno de 43% do número de reclamações. “As reclamações sobre os serviços de comunicações eletrónicas também subiram neste período e pelo terceiro trimestre consecutivo (+6%), totalizando 15,4 mil reclamações (57% do total)”, acrescenta a Anacom.
Por operador, a Vodafone mantém-se como aquele de que mais reclamações foi alvo em termos absolutos (34%, cerca de 5,3 mil reclamações, +10%), registando, com duas reclamações por mil clientes, a taxa de reclamação mais alta considerando os três principais prestadores. Segue-se a MEO, que registou o maior crescimento (+11%) entre os três principais prestadores de serviços, pelo terceiro trimestre consecutivo, com 4,5 mil reclamações apresentadas contra este prestador (29% do total de reclamações). Contudo, mantém-se com a menor taxa de reclamação: uma queixa por mil clientes.
“A NOS é prestador de serviços menos reclamado em termos absolutos, entre os três principais prestadores de serviços (25%, cerca de 3,9 mil reclamações), apresentando uma taxa de reclamação de 1,3 reclamações por mil clientes. Este prestador é também, pela terceira vez este ano, o único entre os 3 principais prestadores de serviços a reduzir o volume de reclamações (-27%)”, acrescenta a Anacom.
Passando à Digi, a nova operadora responde por 8% das queixas do setor, totalizado 1,2 mil reclamações no terceiro trimestre de 2025. A taxa de reclamação, acrescenta a autoridade reguladora, “tem vindo a diminuir desde a sua entrada no mercado, tendo passado das 7,6 (quarto trimestre de 2024) para as 5,2 reclamações por mil clientes no período em análise”.
Além disso, a entidade liderada por Sandra Maximiano refere, na mesma nota, que a morosidade na reparação de falhas nos serviços continua a figurar como o motivo mais reclamado e o que mais aumenta.
“A demora ou reparação deficiente de falhas nos serviços está em destaque pelo terceiro trimestre consecutivo, representando 15% do total de reclamações sobre comunicações eletrónicas, mais sete pontos percentuais face a igual período do ano passado. Este motivo, que é o mais reclamado em todos os prestadores de serviços, regista aumentos consecutivos desde o início do ano. No período em análise, destaque para a MEO, que registou o maior aumento (+13 pontos percentuais) e para a NOS (+4 pontos percentuais)”, lê-se na nota de imprensa.




