O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC) propôs à administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) um aumento salarial de 5,79% com um mínimo de 79 euros, disse hoje em comunicado.
“O STEC considera esta proposta minimamente justa, que não põe em causa a sustentação económica e financeira da CGD e representa um passo para corrigir gradualmente a profunda e crescente desigualdade existente”, refere o sindicato no documento.
Além do aumento das cláusulas de expressão pecuniária, o STEC sugere “uma proposta de revisão do Acordo de Empresa” com o objetivo de “melhorar um conjunto de direitos”.
O sindicato justifica os aumentos propostos com vários elementos, incluindo a necessidade de recuperar poder de compra face à inflação ou os lucros recentes da CGD, que teve resultados líquidos superiores a 3.000 milhões de euros no total de 2023 e 2024.
O STEC assinala ainda que os trabalhadores tiveram um aumento da produtividade face à redução do número de trabalhadores e alertou para a dificuldade de fixação e recrutamento de trabalhadores no banco público.
Ao mesmo tempo, recorda o bloqueio nas carreiras dos trabalhadores da CGD entre 2013 e 2016 e as remunerações dos elementos da administração.
A organização de defesa dos trabalhadores sublinha que a proposta de revisão do Acordo de Empresa não deve “condicionar ou substituir o aumento salarial por um qualquer prémio ou bónus, de sentido arbitrário”.
O sindicato acrescenta que a administração da CGD, ao aceitar estas propostas, demonstraria estar “genuinamente preocupada com um clima sociolaboral positivo, fundamental para o bom funcionamento da empresa e para enfrentar com êxito a concorrência da banca privada”.




