Esta quarta-feira, “participarei em reuniões na Turquia. Estamos a preparar-nos para reavivar as negociações e elaborar soluções que proporemos aos nossos parceiros”, anunciou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky nas redes sociais. “Fazer tudo o que é possível para alcançar o fim da guerra é a principal prioridade da Ucrânia. Estamos também a trabalhar para retomar as trocas de prisioneiros de guerra e trazer os nossos prisioneiros de volta para casa”, referiu o líder ucraniano, citado pela agência Lusa.
Entretanto, e segundo a imprensa espanhola, a Espanha financiará a compra de armamento norte-americano para a Ucrânia com 100 milhões de euros, citando fontes da delegação que acompanha o presidente ucraniano na sua visita a Madrid. A contribuição espanhola será incluída num pedido de 500 milhões coordenado pela NATO por via do programa PURL (Lista de Requisitos Prioritários para a Ucrânia), destinado a atender às necessidades mais urgentes das forças armadas ucranianas. Sistemas antiaéreos para combater ataques de drones e mísseis russos contra a infraestrutura energética do país são a prioridade deste pedido.
O presidente ucraniano estava em visita oficial à Espanha, tendo viajado da França e da Grécia como parte de uma turnê destinada a persuadir os seus aliados europeus a aumentarem a ajuda militar ao país invadido – numa altura em que o bloco dos 27 tem em cima da mesa a possibilidade de criar um fundo financeiro para a Ucrânia com base nos ativos russos congelados no espaço da União.
Zelensky iniciou a sua terceira visita à Espanha indo ao Congresso, onde foi recebido pela presidente da Câmara dos Deputados, Francina Armengol, e pelo presidente do Senado, Pedro Rollán. Em seguida, almoçou com o Rei e reuniu na sede da Indra – empresa tecnológica espanhola multinacional que atua principalmente nos setores da defesa, tráfego aéreo, transporte e espaço – com executivos de várias empresas espanholas.
Zelensky visitou Madrid depois de ter passado na segunda-feira em Paris, onde assinou um acordo de cooperação militar com a França, através do qual Kiev espera receber cem caças franceses Rafale de última geração e sistemas de defesa aérea de fabrico francês nos próximos dez anos.
O líder ucraniano já tinha visitado a Grécia, onde acordou com o governo de Atenas importar gás natural liquefeito dos Estados Unidos através daquele país mediterrânico.




