Um resultado líquido atribuível ao grupo de 92 milhões de euros no final dos primeiros nove meses do ano, mais 20% que no homólogo do ano passado (77 milhões), e um crescimento do EBITDA em 15% para 699 milhões “traduzem níveis recorde de rentabilidade alcançados nos primeiros nove meses do ano”, refere o grupo Mota-Engil em comunicado ao regulador do mercado mobiliário. O volume de negócios atingiu os 4.090 milhões de euros e a carteira de encomendas estão em níveis recorde de 15,7 mil milhões de euros. A dívida líquida sobre o EBITDA está “em linha com o objetivo estratégico estabelecido até 2026”.
Segundo o documento, o grupo Mota-Engil refere os nove primeiros meses do ano como “um período caracterizado pela manutenção dos níveis de produção a níveis históricos, (…), traduzindo-se no melhor desempenho de sempre nos primeiros nove meses do ano em rentabilidade.
Ao nível do desempenho das diversas áreas de negócio, merece destaque o crescimento de 57% da faturação em África para 1.616 milhões de euros, com um EBITDA que cresceu 62% para 405 milhões de euros (margem de 25%), impulsionado pela duplicação da atividade no segmento de Engenharia Industrial e que colocam atualmente a Mota-Engil como o maior operador de Contract Mining em todo o continente africano.
Na Europa, o desempenho teve um decréscimo motivado exclusivamente pela alienação da Polónia no 3.º trimestre de 2024 (mercado que contribuiu com 123 milhões de euros de faturação a setembro de 2024), o que, retirando esse efeito, representaria uma manutenção dos níveis de atividade em Portugal face ao homólogo.
Na América Latina, região em que o México pontifica como maior mercado externo, o grupo alcançou um volume de negócios de 1.561 milhões de euros, o que traduz um decréscimo de 29% como previsto no presente ano, mantendo margens EBITDA em linha com o histórico da região (entre 10% e 11%).
“A nível comercial merece destaque o aumento da Carteira de Encomendas para um nível recorde de 15,7 mil milhões de euros (mais mil milhões de euros que em junho), com Angola (19%), México (17%), Portugal (12%) e Nigéria (11%) a representarem os mercados com maior volume de projetos de Engenharia e Construção. Importa referir que a carteira de encomendas não inclui os projetos recentemente adjudicados (depois de setembro) no Brasil, como a concessão do túnel de Santos-Guarujá (1.255 M€), os trabalhos na refinaria Duque de Caxias (700 M€, com a Mota-Engil com uma participação de 33%) e a extensão do contrato de almoxarifados submarinos (35 M€), assim como no México com 1.020 M€ em infraestruturas, incluindo o segundo troço da linha Querétaro–Irapuato no México (820 M€).




