“O êxito da privatização está muito mais dependente do modo como a TAP se apresentar do ponto de vista económico-financeiro, do que de qualquer outro fator”. A mensagem foi transmitida por Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), na sessão de abertura do 50º congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) que decorre em Macau até ao dia 4 de dezembro.
Optando por não se alongar sobre um processo que não está ainda perfeitamente claro e definido, “e nós não somos comentadores”, Pedro Costa Ferreira realçou que toda a gente está já há muito tempo a olhar para os compradores da empresa.
Ainda assim, o líder da APAVT sublinhou que conta presidente da TAP, Luís Rodrigues, presente no evento, não apenas para gerir “as nossas divergências com a lealdade que o tem caracterizado”, como também para levar a bom porto a TAP, preparando-a para uma privatização com êxito.
Sobre essas divergências, o presidente da APAVT voltou a lamentar “a revoltante situação” da não aceitação de cartões de crédito de agências de viagens, por parte da TAP, que aceita todos os restantes cartões de crédito, “dividindo assim o mundo entre pessoas normais e agências de viagens”.
Pedro Costa Ferreira deixou ainda críticas sobre a evolução das taxas turísticas em Portugal. “Vergonhosa sobretudo pelo embuste – Não são taxas, porque não têm como contrapartida visível qualquer serviço; não são turísticas, porque são pagas por quem anda a trabalhar pelo país, aumentando ainda mais os custos de contexto”, salientou.
Como tal, o presidente da APAVT enfatizou que as taxas turísticas são mais um “ataque de políticos fracos” a mercados fortes, que “sangra quem, por trabalhar mais e melhor, produz mais resultados”.
O jornalista viajou a Macau a convite da APAVT.




