AEP garante continuidade na gestão da Exponor após venda do ativo por 40 milhões

Contrato assegura operação de longo prazo e opção de recompra em 20 anos

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) garantiu a continuidade da atividade da Exponor após a venda do recinto de feiras e exposições de Matosinhos, numa operação avaliada em cerca de 40 milhões de euros.

O negócio foi realizado entre a Quadrantis Capital, em parceria com o grupo MCaetano, e a Insula Capital, proprietária do ativo através da estrutura Nexponor.

A gestão operacional do espaço mantém-se sob responsabilidade da AEP, apesar da transferência de propriedade imobiliária.

Estrutura contratual garante continuidade da atividade

Foi celebrado um contrato-promessa de arrendamento entre a futura proprietária dos imóveis e a Exponor – Fiporto, sociedade detida a 100% pela AEP.

O acordo estabelece um prazo inicial de 25 anos, com renovações automáticas por períodos sucessivos de cinco anos, assegurando previsibilidade na operação do recinto.

AEP assegura opção de recompra futura

O contrato inclui ainda uma opção de compra a favor da AEP ao fim de 20 anos, permitindo a eventual recuperação do ativo no longo prazo, consoante a estratégia da associação.

Projeto inclui investimento e requalificação do espaço

O novo proprietário compromete-se com a modernização e valorização da infraestrutura, estando previsto um plano de investimento para requalificação do recinto.

O contrato integra um mecanismo de salvaguarda que permite à Exponor executar obras não realizadas ou atrasadas, com financiamento assegurado através da retenção de rendas.

Apoio técnico internacional no desenvolvimento do projeto

No âmbito da renovação do espaço, a Exponor – Fiporto está a trabalhar com a consultora internacional GL events, que presta apoio técnico na definição do projeto de modernização.

Ativo inclui desenvolvimento imobiliário associado

A transação abrange também dois lotes destinados a promoção imobiliária, totalizando cerca de 180.000 m² de área bruta construtiva.

O projeto prevê um desenvolvimento de uso misto, combinando serviços, comércio, turismo e habitação, integrado na requalificação da zona envolvente.

Este tipo de transação reflete a crescente sofisticação do mercado de M&A, onde estruturas híbridas entre imobiliário, concessões e investimento institucional são cada vez mais utilizadas para maximizar valor e reduzir risco operacional. Operações como esta reforçam a importância de acompanhar movimentos estratégicos de aquisição, reestruturação e investimento que estão a moldar empresas e ativos em Portugal e no mercado internacional. Continue a acompanhar as notícias de M&A na Bolsa Portugal Negócios.