Galp prevê concluir acordo com a Moeve no segundo semestre de 2026

Operação continua em negociação e deverá avançar na segunda metade de 2026

A Galp prevê concluir durante o segundo semestre de 2026 o acordo para combinar os seus negócios de downstream com a espanhola Moeve, antiga Cepsa. A empresa atualizou o calendário da operação anunciada em janeiro, indicando que as negociações com os acionistas da energética espanhola continuam a decorrer de forma construtiva.

Segundo a Galp, todas as partes mantêm o compromisso de concretizar uma transação com elevado valor estratégico e financeiro. A empresa explica que a dimensão dos ativos envolvidos e a complexidade da operação justificam um processo negocial mais prolongado antes da assinatura do acordo definitivo.

Negociações prosseguem apesar do adiamento da assinatura

Embora a assinatura do acordo tenha sido adiada face ao calendário inicialmente previsto, a Galp garante que as negociações continuam a evoluir de forma positiva. Operações desta dimensão envolvem habitualmente análises financeiras, jurídicas, fiscais e regulatórias aprofundadas, bem como a definição da estrutura societária que suportará a combinação dos ativos.

Após a conclusão das negociações, a operação deverá ainda ser sujeita às habituais aprovações das autoridades da concorrência e das entidades reguladoras competentes, um procedimento comum em transações estratégicas desta dimensão.

Combinação dos negócios de downstream reforça estratégia de crescimento

A operação prevê a combinação dos negócios de downstream da Galp e da Moeve, abrangendo atividades como a refinação, armazenamento, logística, distribuição e comercialização de combustíveis e outros produtos energéticos. O objetivo passa por criar uma plataforma de maior dimensão, capaz de gerar sinergias operacionais, aumentar a eficiência e reforçar a competitividade num mercado em rápida transformação.

Num contexto marcado pela transição energética, as empresas procuram reforçar a sua capacidade de investimento em projetos ligados às energias renováveis, combustíveis sustentáveis e soluções de baixo carbono. A concretizar-se, esta combinação de negócios poderá posicionar a Galp e a Moeve entre os principais operadores energéticos da Península Ibérica no segmento do downstream.

Galp e Moeve apostam na transformação do setor energético

A Galp é uma das maiores empresas energéticas portuguesas, com atividade nas áreas da exploração e produção de petróleo e gás, refinação, comercialização de combustíveis, produção de eletricidade renovável e mobilidade elétrica. Nos últimos anos, tem vindo a reforçar os investimentos em hidrogénio verde, biocombustíveis e projetos de descarbonização, acompanhando a evolução do mercado energético europeu.

A Moeve, designação adotada pela antiga Cepsa, é um dos principais grupos energéticos de Espanha. A mudança de identidade corporativa reflete a estratégia da empresa para acelerar a transição energética, apostando em combustíveis sustentáveis, hidrogénio renovável, economia circular e mobilidade de baixas emissões. A empresa mantém uma presença relevante em toda a cadeia de valor da energia, com operações em Espanha, Portugal e outros mercados internacionais.

Operação acompanha tendência de consolidação no setor energético europeu

A combinação dos negócios de downstream da Galp e da Moeve enquadra-se numa tendência de consolidação que tem vindo a marcar o setor energético europeu. À medida que aumentam as exigências regulatórias e os investimentos necessários para cumprir as metas de descarbonização, as empresas recorrem cada vez mais a operações de fusões, aquisições e combinações de negócios para ganhar escala, melhorar a eficiência operacional e reforçar a capacidade de investimento.

Caso venha a ser concretizada, esta operação poderá constituir uma das mais relevantes transações estratégicas no mercado energético ibérico dos últimos anos, reforçando a posição competitiva de ambas as empresas e contribuindo para acelerar a transformação do setor energético na Península Ibérica.

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