Grupo Agris autorizado a adquirir duas empresas do setor da fruta

A In Agris, sociedade integrada no Grupo Agris, recebeu luz verde da Autoridade da Concorrência (AdC) para adquirir o controlo exclusivo da Ferreira da Silva e da Casa Agrícola Gafa. A operação abrange duas empresas com atividade na produção, distribuição e comercialização de produtos frutícolas, reunindo diferentes etapas da cadeia de valor do setor agroalimentar.

Autoridade da Concorrência não se opõe à aquisição

A 21 de outubro de 2026, o Conselho de Administração da AdC adotou uma decisão de não oposição à operação de concentração, ao abrigo das competências previstas nos seus estatutos.

De acordo com a informação divulgada pelo regulador, a operação consiste na aquisição do controlo exclusivo da Ferreira da Silva – Importação e Exportação, S.A. e da Casa Agrícola da Gafa, Lda. pela In Agris, SGPS, S.A.

A decisão permite que a operação avance sem oposição da autoridade reguladora em matéria de concorrência. A transação enquadra-se no mercado das fusões e aquisições (M&A), envolvendo duas sociedades com atividades complementares no setor da fruta.

Duas empresas com atividade na produção e comercialização de fruta

A aquisição abrange empresas com diferentes áreas de atuação, desde a produção agrícola até à distribuição e comercialização de produtos frutícolas.

A Ferreira da Silva dedica-se à distribuição e comercialização de produtos frutícolas, hortaliças-fruto e plantas aromáticas. Por sua vez, a Casa Agrícola Gafa desenvolve atividade na produção de fruta, explorando cerca de 30 hectares dedicados à pera-rocha e aproximadamente 60 hectares destinados à produção de maçã Royal Gala.

A operação reúne, assim, atividades distintas da cadeia de valor agroalimentar sob o controlo da In Agris, sociedade integrada num grupo com presença no setor agrícola.

Grupo Agris tem atividade em várias áreas do setor agrícola

A In Agris, SGPS, S.A. dedica-se à gestão de participações sociais noutras sociedades, como forma indireta de exercício de atividades económicas.

O Grupo Agris disponibiliza soluções para a agricultura, pecuária, animais de companhia e jardinagem. A sua atividade inclui ainda a comercialização de produtos agroquímicos, adubos e sementes, bem como a importação, distribuição e comercialização de fruta fresca.

Neste contexto, a aquisição da Ferreira da Silva e da Casa Agrícola Gafa abrange negócios relacionados com uma área em que o grupo já desenvolve atividade. Contudo, a informação divulgada pela Autoridade da Concorrência não especifica eventuais objetivos estratégicos, planos de integração ou sinergias esperadas com a operação.

Principais dados da operação de fusões e aquisições

A informação disponibilizada pela Autoridade da Concorrência permite identificar as principais características desta operação empresarial:

  • Compradora: In Agris, SGPS, S.A.
  • Grupo económico: Grupo Agris.
  • Empresas adquiridas: Ferreira da Silva – Importação e Exportação, S.A. e Casa Agrícola da Gafa, Lda.
  • Tipo de operação: aquisição do controlo exclusivo das duas sociedades.
  • Setor de atividade: agricultura e agroalimentar.
  • Atividades abrangidas: produção, distribuição e comercialização de fruta.
  • Decisão regulatória: não oposição da Autoridade da Concorrência, em 21 de outubro de 2026.
  • Valor da operação: não divulgado na informação consultada.

Estes elementos permitem enquadrar a transação no mercado de compra e venda de empresas em Portugal. No entanto, sem informação adicional sobre o valor da operação, as condições financeiras ou os resultados das sociedades, não é possível quantificar o impacto económico da aquisição.

Aquisição reforça a presença do Grupo Agris no setor da fruta

A aquisição da Ferreira da Silva e da Casa Agrícola Gafa pela In Agris constitui uma operação de concentração empresarial no setor agroalimentar português, reunindo atividades de produção, distribuição e comercialização de fruta.

Embora a Autoridade da Concorrência tenha decidido não se opor à operação, não foram divulgados o valor da transação nem os planos futuros para as empresas adquiridas.

Estes elementos serão relevantes para compreender o impacto económico da operação e a sua evolução no mercado.

No contexto das fusões e aquisições, esta operação ilustra a importância de avaliar as características dos negócios, os riscos associados e o enquadramento regulatório. Tanto nos processos de compra de empresas como de venda de empresas, a due diligence permite analisar aspetos financeiros, jurídicos, fiscais e operacionais antes da concretização de uma transação.