
Grupo brasileiro adquire operação da Hormel Foods no Brasil e reforça presença no segmento de carnes processadas
A Zanchetta Alimentos anunciou a aquisição da Ceratti à norte-americana Hormel Foods. Numa operação que devolve a histórica marca brasileira de enchidos ao controlo nacional após quase dez anos sob gestão estrangeira.
Os valores do negócio não foram divulgados, mas a transação integra a estratégia da Hormel de simplificar o seu portfólio internacional e concentrar investimentos em mercados considerados prioritários para o crescimento da empresa.
Fundada em 1932, a Ceratti é uma das marcas mais reconhecidas do mercado brasileiro de carnes processadas. Com presença consolidada nos segmentos de salames, mortadelas, presuntos, bacon e produtos premium de charcutaria.
A multinacional norte-americana adquiriu a empresa em 2017, numa operação avaliada em cerca de 104 milhões de dólares, marcando assim a sua entrada no mercado da América do Sul.
Zanchetta reforça posição estratégica no mercado brasileiro

Assim, com esta aquisição, a Zanchetta reforça a sua presença no segmento de produtos processados de maior valor acrescentado, acelerando a estratégia de expansão da empresa no mercado alimentar brasileiro.
O grupo brasileiro, sediado no estado de São Paulo, é atualmente um dos maiores processadores de proteína animal do país, operando unidades industriais em Boituva, Bauru e Mato Grosso do Sul.
Além das marcas o grupo controla também marcas como Alliz e Mondelli, mantendo operações de exportação para mercados da Ásia, Médio Oriente e África.
A incorporação da Ceratti deverá permitir ganhos de escala, reforço da distribuição nacional e maior diversificação do portefólio da empresa num setor marcado por forte concorrência e crescente consolidação.
Hormel reduz exposição internacional
A alienação da Ceratti surge num momento em que grandes grupos alimentares internacionais estão a reavaliar ativos considerados não estratégicos.
Nos últimos meses, a Hormel Foods já tinha dado sinais de reorganização do portefólio global, procurando melhorar eficiência operacional e rentabilidade em mercados prioritários.
Segundo a empresa norte-americana, a venda da operação brasileira deverá ter impacto reduzido nos resultados financeiros ajustados do exercício fiscal de 2026.A conclusão da operação continua dependente das aprovações regulatórias no Brasil.
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